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Série Backwards: pensar de trás para a frente

A série «Backwards» nasce de uma ideia simples: muitas vezes, o caminho mais sensato não é avançar a direito, mas começar pelo fim. Perguntar primeiro onde queremos chegar, com o que temos, e só depois desenhar os passos. Partilho aqui sete reflexões que atravessam estratégia, inovação, erro e bem-estar no trabalho.

Estratégia sem congruência entre valores e ações, é somente uma declaração de intenções

Uma estratégia só ganha corpo quando aquilo que dizemos valorizar se vê no que fazemos todos os dias. Sem essa congruência, os planos ficam no papel: bem escritos, mas sem efeito real nas pessoas e nos resultados.

Pensar de trás para a frente pode ser o meio mais ajustado no planeamento

Planear de trás para a frente é partir dos recursos disponíveis para definir objetivos realistas — e depois ir melhorando. Não se trata de baixar a ambição, mas de a tornar exequível, ajustando o rumo à medida que aprendemos.

A visão estratégica está na capacidade de criar respostas provocadoras que estimulem os outros a quererem mais

Visão estratégica é também saber despertar vontade. Criar propostas suficientemente «provocadoras» para que os outros queiram mais — e depois entregar aquilo que, desde o início, já tínhamos pensado como resposta.

A nossa capacidade de inovação começa no destinatário da nossa ação

Inovar começa em quem recebe a nossa ação e na sua real necessidade. É pela confiança conquistada e pela capacidade de responder que ganhamos legitimidade para iniciar os processos disruptivos que nos tornam únicos.

Somos limitados, não temos de saber tudo, mas devemos encarar o que não dominamos como estímulo para evoluir

Reconhecer limites é um ponto de partida, não uma fraqueza. Ninguém tem de saber tudo; o que faz a diferença é encarar o que ainda não dominamos como estímulo para evoluir.

O erro é a consequência do ato de fazer e do processo inovativo

Quem faz, erra — e quem inova erra ainda mais. O erro é consequência natural da ação. Saber lidar com ele, aprender e seguir em frente é o que nos torna verdadeiras «Person of interest».

Não adianta pagar a fruta ou sessões de mindfulness se a empresa não compreende que a base da saúde mental está nos relacionamentos

Fruta diária, sessões de meditação, mindfulness ou relaxamento podem ajudar, mas não chegam. A base da saúde mental dos trabalhadores está nos relacionamentos: na forma como as pessoas são lideradas, ouvidas e tratadas no dia a dia.

Pensar de trás para a frente é, no fundo, voltar ao essencial: coerência, pessoas e relações. Se alguma destas ideias lhe fizer sentido, escreva-me através da página de contacto — gostaria de continuar a conversa.

#Estratégia#Inovação#Liderança#SaúdeMentalNoTrabalho#Reflexões

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